Identidades múltiplas e hibridação em Jorge Ben: alquimia, negritude e indústria cultural

Susana Bianca de Andrade

Resumo


O sujeito, cuja identidade um dia se demonstrou unificada e estável, está se reconfigurando, assumindo identidades diversas. E, se assim o é, tal sujeito também seleciona, conscientemente ou não, de cada ocasião passada, o que lhe convém para sustentar a identidade assumida em determinado momento. O artista Jorge Ben (Jor) apresenta uma produção formada a partir da combinação de diferentes elementos que têm força para gerar novas estruturas e práticas, ou seja, é uma produção híbrida. Nessa produção, há a junção de elementos que remetem ao universo negro e a práticas europeias medievais, sem se desligar da forte influência da indústria cultural na qual está imersa. Desse modo, ao analisar esse sujeito pós-moderno e observar fragmentos de tradições diversas em suas letras, objetiva-se compreender, a partir dos rastros deixados, o que a produção híbrida de tal sujeito de identidades múltiplas resgata do passado e realoca no presente. Ou seja, rui-se com a tradição e produz-se algo novo, potencial de estranhamento.

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DOI: https://doi.org/10.17851/2317-4242.9.0.106-118

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Revele: Revista Virtual dos Estudantes de Letras
ISSN 2317-4242 (eletrônica)

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