A ESCOLA NA PRISÃO: CAMINHOS E OUSADIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES | School in prison: paths and audacities in teacher training

Elenice Maria Cammarosano Onofre

Resumo


The exercise of reading reflective data coming from training activities with educators who work in prison schools guides the arguments and propositions of this paper, to broaden the aim in the field of teacher training. Being a teacher in the context of deprivation of liberty is to work with diversity, fear, facing tense situations of the criminal world and bet on humans – these skills require very different learnings from those offered in initial training. The prison setting is unique: it features needs from the students’ school life, their social and cultural histories, alongside issues relating to violence and crime – this context has specific characteristics that emphasize the relevance of continuous training. The analysis of reflective data, from field diaries, teachers’ reports, participant observation, conversation rounds, indicate that the teacher should promote educational situations beyond school curriculum, which rescue students for the historical dimension in the present, and the wishes and dreams in the future. Therefore, the principles of continuous training – learning collaboratively with peers, knowing the context, collectively solving problem situations, sharing successes and failures, taking the risk of innovation, participating in the design of educational policies – are the tools that can guide the improvements of school education in prisons.

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O exercício de leitura de dados reflexivos advindos de atividades formativas com educadores que atuam em escolas nas prisões norteia as argumentações e as proposições deste artigo, com vistas a ampliar a mirada no campo da formação de professores. Ser professor nos contextos de privação de liberdade é trabalhar com a diversidade, o medo, enfrentar as situações tensas do mundo do crime e apostar no ser humano – essas habilidades exigem aprendizagens de outra natureza, diferentes daquelas oferecidas na formação inicial. O cenário da prisão é singular, apresenta necessidades advindas da trajetória escolar dos estudantes, sua história social e cultural, ao lado de questões vinculadas à violência e ao delito – esse contexto tem especificidades que enfatizam a relevância da formação continuada. A análise dos dados reflexivos advindos de anotações em diários de campo, relatos de professores, observação participante, rodas de conversa indica que cabe ao professor promover situações educativas para além dos conteúdos escolares, que resgatem nos estudantes a dimensão histórica no presente e os desejos e os sonhos do futuro. Para tanto, os princípios da formação permanente – aprender de forma colaborativa com os pares, conhecer o contexto, resolver as situações-problema coletivamente, compartilhar sucessos e fracassos, assumir o risco da inovação, participar no desenho das políticas educativas – constituem ferramentas que podem balizar a melhoria da educação escolar nas prisões. 


Palavras-chave


Educação escolar na prisão; Formação de professores; Formação permanente; School education in prison; Teacher training; Continuous training

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