DA ATIVIDADE DE TRABALHO NOS TRILHOS AO DEBATE POLÍTICO E EPISTEMOLÓGICO SOBRE PENOSIDADE | De l’activité de travail sur les rails au débat politique et epistémologique sur la pénibilité | From work activity on rails to political and epistemological debate about painfulness

Angela Márcia Ferreira Petrus

Resumo


The analysis of the activity of the railway conductors anchored in the theoretical contributions of ergonomics and ergology, showed how working conditions that cross the “routine on the rails” are painfulness in the daily lives of these professionals. An Ergonomic Work Analysis (AET) was conducted in 18 trips of cargo trains with 21 different conductors, in the stretch of the operation of a railroad in Belo Horizonte, Minas Gerais. This situation has raised us to a reflection on what is the painfulness at work? How circumscribe it and de ne it? What epistemological status to assign to this term? In which epistemic plan it could assume a statute of concept? Could it be associated with different levels of epistemicity? Which ones? And what political implications do we draw from this effort of theorizing from the working conditions analyzed in the daily routine of the operation of cargo trains on a Brazilian railroad, in Minas Gerais? The analysis confronted the empirical findings with the epistemic advances in several fields in the specialized literature, always analyzing critically the potential of the theoretical-methodological assumptions of Yves Schwartz ergological approach. This procedure revealed that the painfulness at work should be considered in epistemic dialogue, but with adherence to the activity. In this way…

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A análise da atividade dos maquinistas ferroviários ancorada nos aportes teóricos da ergonomia e da ergologia, evidenciou como múltiplos condicionantes que cruzam a “rotina sobre os trilhos”, revelam-se como aspectos de penosidade no cotidiano destes profissionais. Foi desenvolvida uma Análise Ergonômica do Trabalho (AET), abordando 18 viagens de trens de carga com 21 maquinistas, no trecho da operação de uma ferrovia em Belo Horizonte, Minas Gerais. Situação que nos suscitou a uma reflexão sobre: o que é a penosidade no trabalho? Como circunscrevê-la e defini-la? Qual estatuto epistemológico atribuir a este termo? Poderia ele assumir um estatuto de conceito em que plano epistêmico? Poderia ser associada a diferentes níveis de epistemicidade? Quais? E que implicações políticas retirar deste esforço de teorização à partir das condições de trabalho investigadas na rotina diária da operação de trens de carga, numa ferrovia Brasileira, em Minas Gerais? A análise confrontou os achados empíricos com os avanços epistêmicos em vários campos na literatura especializada, sempre analisando criticamente o potencial das formulações encontradas com base nos pressupostos teórico-metodológicos de Yves Schwartz da abordagem ergológica. Este procedimento indicou que a penosidade no trabalho deve ser pensada em diálogo epistêmico, mas com aderência à atividade…

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Ancrée dans le cadre théorique de l’ergonomie et de l’ergologie, notre analyse de l’activité des conducteurs de train a montré comment les contraintes multiples qui traversent la “routine sur les rails” illustrent des aspects de la pénibilité quotidienne de ces professionnels. Dans une première phase, l’Analyse Ergonomique du Travail (AET) a permis de suivre 18 voyages de trains de marchandises menés par 21 conducteurs d’un chemin de fer à Belo Horizonte, Minas Gerais. A partir des données recueillies, notre réflexion a évolué concernant les questions suivantes : Qu’est-ce que la pénibilité au travail? Comment peut-on la circonscrire et la définir? Quel statut épistémologique attribuer à ce terme? Pourrait-il être compris en tant que concept et à quel niveau épistémique? Pourrait-il être associé à différents niveaux d’épistémicité? Lesquels? Mais aussi: quelles portées politiques peut-on déduire de cet essai de théorisation à partir des conditions de travail étudiées dans la routine quotidienne de la conduite de trains de marchandises d’un chemin de fer brésilien de l’État de Minas Gerais? L’analyse a confronté les résultats de la recherche empirique avec les progrès épistémiques enregistrés au sein de différents champs de la littérature spécialisée, en maintenant un regard critique sur le potentiel des formulations énoncées sur base des hypothèses théoriques et méthodologiques de l’approche en ergologie de Yves Schwartz. Nous avons ainsi mis en évidence que la pénibilité au travail doit être considérée dans le cadre d’un dialogue épistémique, sans ne jamais oublier l’activité…

 


Palavras-chave


Penosidade; Atividade; Maquinista Ferroviário; Ergonomia; Painfulness; Activity; Railway conductors; Ergology; Epistemicities; Pénibilité; Activité; Conducteur de train; Ergonomie; Ergologie; Épistémique

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